Digimon, digitais... Digimon World 2 é... Puro Grind!
Olá, mundo! Esse é o Falando Sobre RPGs, minha dose (mensal?) de dopamina. Eu não sabia como fazer ou quando fazer, então, resolvi começar esse projeto. Sempre quis falar sobre algo que eu tanto gosto. E que jeito melhor do que um jogo da minha infância.
A primeira vez que joguei Digimon World 2 no PlayStation saí frustrado. A mecânica era tão confusa e a falta de inglês também ajudou. Eu achava que o 999999999 que aparecia na tela de experiência do Digimon era defeito, que meu CD tava zoado ou era culpa da pirataria.
Então, claro, nunca terminei esse jogo (e nenhum dos outros Digimons da época).

Mas então, por que resolvi voltar a esse jogo?
Foi um misto de nostalgia e missão que nunca foi cumprida.
Resolvi me afundar em longas aventuras digitais com a franquia Digimon. E peguei o embalo resolvendo terminar Digimon World 2, jogo no qual nunca havia terminado.
Digimon é uma franquia importante; quem cresceu com ela nos anos 2000 sabe disso. Só de escutar Brave Heart vem um sentimento bom, mas os jogos aparentavam não saber qual caminham tomar.
E Digimon World 2 traduz bem esse caminho. Mesmo assim, eu sempre adorei esse jogo. Só que essa nostalgia não vai afetar minha visão por esse jogo. Ele é um insulto ao tempo e inteligência do jogador.
Digimon começou muito experimentativo nos videogames, sempre buscando achar sua identidade. E demorou, viu?
Sobre o jogo
Digimon World 2 é um dungeon crawler com sistema de batalha de RPG baseado em turno. Desenvolvido pela BEC, e publicado pela Bandai para Playstation.
Apesar de ser supostamente uma sequência, Digimon World 2 foi anunciado junto com o primeiro jogo na época, então é seguro dizer que são dois projetos paralelos e não uma sequência.
O jogo foi lançado alguns meses após Digimon Adventure 02 ir ao ar na TV japonesa. Temos o Veemon como uma espécie de personagem secreto no jogo e também o Veedramon na capa, personagem popular do mangá V-Tamer 01.
Sinopse
Aqui você é Akira, um Tamer iniciante que almeja ser o melhor domador de Digimon, e pra isso você tem que jurar lealdade a uma das 3 Equipes de Tamers Guardiãs que protegem o Digimundo. Após o tutorial e você escolher sua equipe, você recebe um Tanque, o Digi-Beetle, pra se locomover enquanto enfrenta os perigos desse universo digital.
Gameplay — Um dungeon crawler bem longo
O loop de jogo é simples: após você escolher sua guilda, você aceita missões do seu líder correspondente e vai para a(s) dungeon(s) resolver o problema, o que na maioria das vezes resulta em uma boss fight no último andar da dungeon. Vez ou outra, você vai ser um pombo-correio falando com NPCs, mas não foge muito disso.
Passei mais 100 horas no jogo, mas não dá para dizer quanto exatamente porque o tempo de save para após as 99:99 horas. De longe uma vasta maioria foi conseguindo novos Digimons e fazendo grind.
Então, tem que gostar muito (e MUITO MESMO) de Digimon, é um jogo que consome tempo e paciência, diria até, pra jogar enquanto come uma pipoquinha e assiste uma série em uma segunda tela, porque olha...
Exploração: Vou de Digi-Beetle, cê sabe...
A dificuldade do jogo não tá exatamente nas batalhas, mas sim na exploração das dungeons. Não é uma dificuldade boa que te faz se sentir desafiado. É uma dificuldade frustrante que faz você questionar suas escolhas na vida. As dungeons possuem armadilhas que podem arrebentar com seu progresso na sua exploração:
- Terreno chamado de ácido no jogo, que dá dano ao Digi-Beetle ao andar sobre ele.
- Torres pra te impedir de avançar e algumas de energia que ao tocar também dão dano.
- Minas que podem estar invisíveis e podem causar dano colossal, além de danificar alguma parte do veículo!
- Baús que ao abrir podem explodir e causar esses efeitos todos acima! Mas pelo menos eles avisam antes...
- E finalmente... os Bugs...
Tem bug que rouba dinheiro, bug que ocupa espaço esvazio no seu Digi-Beetle (pede um uber FDP), bug que rouba sua energia...
Porém, nenhum deles é tão ruim quanto o Return Bug: O às da estúpidez desse jogo.
O Return Bug não vai mandar não só um, mas DOIS Digimons que você carrega pro seu banco. O que significa que sua party minimamente meticulosa planejada que você passou horas grindando, planejando técnicas, foi dissolvida. Isso não é só estúpido, mas dá a sensação de que você tá sendo castigado por jogar.
Existem, sim, formas de você contornar esses bugs com itens comprados na cidade pra lidar com eles, mas, como tudo nesse jogo, seu Digi-Beetle também tem limites de quantos itens podem levar pra uma Dungeon. Ao progredir, os bugs também evoluem com o passar das fases. O que significa que se você tiver o ReturnBugZap1 prontinho pra aniquilar um bug no mapa caso precise, existe a chance do Return Bug ser o 2, e se o seu item não for forte o suficiente pra tirar ele do caminho, não vai adiantar nada. Você apenas faz uma oração ao rngesus pra seus Digimons mais úteis não serem vítimas dessa situação.
Seu Digi-Beetle é seu verdadeiro Digimon nesse jogo — cuide bem dele!
O seu tanque, o Digi-Beetle, é sua ferramenta de transporte durante as dungeons. E à medida que você progride no jogo, ele também precisa ser evoluído com seus Digimons pra avançar.
Diferente dos Digimons, todo upgrade feito nele é com dinheiro. E dinheiro é escasso no começo do jogo, e você terá a decisão de qual o upgrade certo pra se fazer: pneus pra não tomar dano em pisos com ácido, mais RAM pra carregar mais Digimons na Dungeon, ou talvez melhorar seu sensor de bug e/ou de minas pra não ser pego de surpresa no caminho? O caminho é simples: todos, e pra isso uma hora ou outra você vai ter que se dedicar porque todos eles são importantes. O melhor caminho é melhorando seu Digi-Beetle o máximo que puder pra se frustrar o mínimo possível.
Capturar Digimons é como paquerar garotas em Harvest Moon: dê presentes até eles te amarem!
A captura de Digimons é uma das partes que o jogo pouco explora ou te ensina.
Você compra itens na sua base (e posteriormente nas cidades que vão ser desbloqueadas) correspondentes aos tipos específicos de Digimon: Vacina, Data e Vírus, e atira nos Digimons; a eficácia dos itens vai depender do nível do item e do quão forte é o Digimon. Se os tiros forem bem-sucedidos (sim, tem a chance de você errar), vai crescer um pequeno coração nele. Deve-se continuar atirando itens antes do Digimon chegar a você, pra que o coração seja o maior possível (grande e rosa forte), pra que no final da luta, o último Digimon que você derrotou se levante e peça pra entrar na equipe.
Particularmente eu não tive problemas aqui exceto em duas situações: Quando o Digimon move duas vezes no mapa em um único turno quando você só tem um, o que torna praticamente impossível capturar eles assim que você os encontra, restando contar com a sorte deles estarem sendo obstruídos por torres no mapa. A outra situação é que nas dungeons finais você vai encontrar Digimons Ultimate e Mega, e mesmo com os itens mais fortes disponíveis e se você conseguir o coração maior, ainda há a chance de você não recrutar o Digimon. Isso honestamente é bem chato e não vale a pena todo o esforço que você passa. Você não é recompensado nem pra capturar esses Digimons, que, por padrão, serão mais fracos que os que você tem por fusão de DNA e serviriam apenas de alimento pra outras fusões.
Sistema de Batalha — Luta nesse jogo é o que não vai faltar
O sistema de batalha é na luta 3 contra 3, e seus Digimons aprendem técnicas das seguintes categorias: Attack, Interrupt, Counter e Assist.
Attack são... ataques
Interrupt vai interromper um atack ou um assist, pense como um priority move. Muitas vezes nerfando o ataque do adversário ou até deixando o Digimon interrompido atacar por último
Counter vai contra-atacar um ataque, causando danos e muitas vezes infligindo status negativo, como poison. Mas caso o counter não seja ativado, o Digimon vai atacar normalmente, mas sem os efeitos e com dano menor.
Assist é o suporte, vai curar, buffar ou nerfar.
Cada Digimon e suas seguintes evoluções aprendem 1 golpe, de alguma dessas categorias e qual delas depende do Digimon em sí, o que vem o seguinte contraponto: o quão desbalanceadas essas técnicas podem ser e como elas moldam a escolha dos seus Digimons.

Alguns Digimon vão aprender técnicas de ataque que causam dano e diminuem a defesa inimiga, enquanto outros aprendem uma assistência que cura envenenamento, outros, contra ataques irrisórios.
Pra se ter uma ideia, o ToyAgumon digievolui por padrão para Leomon, o que é bacana. Só que Leomon por si só é útil quando ele é um inimigo te enfrentando. O contra-ataque dele quando é seu Digimon causa um dano tão pífio comparado ao mesmo Leomon que você vai encontrar no mapa causando um dano muito superior, que não faz sentido nenhum você querer ter um Leomon na sua party.
Há o Raremon, que, além de causar um contra-ataque com um dano um pouco maior, também causa o status de confusão no adversário. E acredite, o status de confusão nesse jogo causa um estrago!
Essas escolhas de técnicas vão moldar o seu time, e vão te fazer priorizá-las ao invés do Digimon que você quer no seu grupo.
Digievolution e DNA Digievolution : Greymon + Birdramon = ...Veemon?
Agora as digievoluções... Seus digimons têm level cap, por padrão. Todos eles, seu inicial e os que você capturar. A primeira digievolução se alcança no nível 11, a segunda, ultimate, no 21, e finalmente a mega no 31. Seu primeiro Digimon tem como limite level 13, e como você faz pra ele chegar no 21? Simples, você vai precisar capturar outro Digimon, fazer ele chegar no nível máximo dele também e assim fazer a famigerada fusão de DNA desse jogo.
Se seu primeiro Digimon tiver 13 níveis no máximo e seu segundo Digimon também, você vai fundir esses 2 Digimons através de DNA, seus Digimons serão fundidos pra um Digimon com um level cap maior, apesar de regressar de nível (Você vai precisar voltar a subi-lo tudo de novo, mas com um stats melhorados).
Aí vem a continha matemática:
- O level do seu primeiro digimon + (o level do seu segundo digimon dividido por 5): = Um novo Digimon com um level cap um pouquinho maior
O que significa que se você seguiu o exemplo que eu dei: será 13 + (13 / 5) = 15, o que vai dar um limite de... 2 níveis a mais pro seu Digimon...
O lado bom é que as técnicas dos 2 Digimon serão herdadas pelo novo Digimon, o lado ruim é que cada fusão no começo do jogo te dá no máximo 2 ou 3 níveis na primeira metade inteira do jogo. A margem de crescimento é muito baixa e você vai constantemente abusar desse sistema se quiser continuar evoluindo seus digimons, além de que você vai estar sempre usando digimons como cobaia de laboratório. Você nunca vai se apegar a eles.
Algum NPC até fala em algum momento que seus 2 digimons fundidos geram um novo digimon com um 1 de DP a mais (Digievolution Point). O DP influencia em que o Digimon evolui, um ToyAgumon com 4 DP se torna Gatomon ao invés de Leomon, mas a que ponto vale planejar essa tal digievolução se você vai ter que fundir seu Gatomon constantemente pra continuar digievoluindo e aumentar o level cap? E mesmo que você continue fundindo pra aumentar esse limite com um planejamento insano, o esforço é hercúleo.
Manter esse Digimon nessa linha vai requerer você voltar em mapas capturando Digimons específicos. E talvez quando esse DP estiver alto o suficiente pra isso, seu Digimon já estará em nível superior, beirando níveis Megas. Ou seja, não faz muito sentido planejar a party tão cedo aqui além das techs.
História & Lore — Crianças soldados lutam para voltar pra casa
A história acontece no Continente Diretório (Directory Continent), aqui humanos e Digimons lutam uns contra os outros há anos. Os digimons que se tornaram malignos e habitam as dungeons ameaçam os humanos. Os humanos, em contrapartida, criaram cidades pra se proteger.
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Honestamente, quando eu jogava esse jogo quando era criança, eu nunca entendi direito o que estava acontecendo, mas rejogando você percebe que tem um guarda com uma espingarda protegendo cada equipe guardiã, o que é no mínimo, perigoso. E você não tem noção exatamente do quanto os personagens ali estão vivendo uma situação de batalha todos os dias, até porque as músicas sempre animadas e os personagens não dão a real condição do que é esse mundo de Digimon. Como não há uma grande explicação, você só parte em busca de derrotar os Digimons e relatar o que acontece ao seu líder.
A ameaça dos Blood Knights, os vilões que há 30 anos causaram uma revolta, começando uma guerra também beira esse mundo, e ao avançar do jogo você vai você vai ter que superar esse desafio não só descobrindo a causa dos Digimons enlouquecidos como também lidar com os oficiais dos Blood Knights até chegar ao Crimson, o grande líder desse grupo.
A narrativa segue com um padrão de "monstro da semana" versão dungeon, em que a cada vez que você avança sobre elas, você enfrenta um Digimon chefe no final de cada estágio.
Já aos Blood Knights se resume a você enfrentar os oficiais até os Comandantes. Não existe grandes dramas, pelo contrário, um dos oficiais é um alívio cômico praticamente.
O problema da narrativa é que são dezenas de horas com você jogando e avançando das Dungeons, e com muita pouca revelação sobre a guerra ou a revolta dos Digimons. Em um determinado ponto, você tem acesso a um lugar onde os Digimons MEDITAM pra não ficarem loucos. Parece interessante? Sim, mas logo todo mundo esquece isso e vida que segue.
E essa é a suma do jogo, você não tem quase progresso algum pelas dezenas (ou centena) de horas que você jogou. O jogo não te dá um único motivo pelo qual você deve continuar a jogar pela história, porque não há, tudo é muito cru. Claro, que isso é intencional, afinal, é só nos momentos finais que o jogo tira a tampa do liquidificador e despeja tudo de vez.
Eu gostei? Sim! Completamente interessante, e bem sombrio. Mas não valeu toda a jornada que passei.
Personagens — Muitos rostos e nenhum desenvolvimento
O jogo tem uma vasta gama de personagens, cada equipe com seus membros. Todos têm seus portratos, nomes, e isso é bem caprichado até. A questão é que tanto eles quanto seus amigos e rivais que você encontra no jogo são bem unidimensionais. E à medida que a história do jogo avança, essa gama de personagens não faz muito... eles são só figurantes na vasta maioria do jogo. Alguns deles você vai enfrentar no Coliseum, que é requerido às vezes pra você avançar, e a parte legal é que você conhece um pouco mais deles nessas batalhas.
Já pela história principal se vê bem pouco deles, o que é uma pena porque até o seu rival que você conhece no jogo e faz uma promessa que não vai ficar pra atrás de você se torna uma piada. É cômico ao ver que ele vira só mais um peão na mão dos Blood Knights. O jogo possui vários personagens legais que tentam demonstrar personalidade, mas não desenvolve nenhum deles.
Também tenho que destacar o Angemon que é raptado por um Numemon — que existência patética a desse anjo.
DIGIMON WORLD 2 é um imenso grindfest que só a nostalgia faz ele parecer bonito
Você tem fazer grind por dinheiro, grind para recrutar digimons, grind para capturar digimons, grind para fundir digimons, grind para modificar o seu Digi-Beetle... tudo nesse jogo é sobre grind. Sabe por que eu to escrevendo esse texto? É o jogo me fazendo fazer grind.
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| Ela quer que você sorria depois de tudo, vê se pode? |
E então vem o pacing desse jogo. Tudo nele é lerdo: a animação dos personagens andando, a animação dos digimons desferindo golpes, o Digi-Beetle se movimentando, a progressão nas dungeons, a curva de xp... Tudo nele parece ter esse ritmo lento e é difícil de pensar se as escolhas foram puramente propositais quando o jogo tem queda de FPS pra 0 até quando se iniciam as batalhas.
É perfeitamente comum você passar horas e horas em uma Dungeon após um certo tempo, sem a opção de salvar no meio delas!
Todos esses problemas vão caçar o jogador após algumas horas de jogo, e eu confesso que comigo até demorou. Você começa empolgado, começa animado. Os conceitos são interessantes, é uma nova aventura, vamos viver e aí — Pow... Tá difícil subir de level, as batalhas tão demorando, já to horas nessa dungeon...
Você começa planejando qual digimon vai ter em sua equipe e termina dizendo tanto faz, eu só quero acabar isso logo. Percebemos que só continuamos jogando pelo tempo que um dia já foi, pela franquia que um dia já nos deu algo de bom.
Por que Digimon World 2 é um Dungeon Crawler?
No final, há sinais de que foi um jogo de baixo orçamento e talvez até corrido, o que explica muitas das coisas problemáticas. Você se pergunta: Como o Digimon World original que tinha tanto potêncial do nada virou... um Dungeon Crawler? do nada?
Bom meu amigo, não foi bem do nada... Eu fiz uma breve pesquisa, então, vamos voltar no tempo: O ano era 2000, mas 8 anos atrás Koichi Nakamura da Chunsoft criou a série Mystery Dungeon começando por Torneko Great's Adventure, seguindo por Shiren the Wanderer, Chocobo's Mystery Dungeon e sequências desses respectivos jogos.
TODOS esses jogos foram recebidos pelo público japonês. Torneko já tinha a popularidade de Dragon Quest e foi bem recebido, podendo dar sequência a outros projetos. Chocobo's Mystery Dungeon de 1998 chegou a ser um dos 10 jogos mais vendidos daquele ano. Shiren the Wanderer tirou DUAS notas 9 e DUAS notas 10 da Famitsu.
Essencialmente Digimon World 2 é um Mystery Dungeon, mas com batalha por turno tradicional.
A Bandai tentou copiar uma fórmula de sucesso do seu próprio jeito, mas falhou.
Mas existe coisa boa?
Uma OST fantástica grudenta que faz você ficar assobiando a melodia — principalmente dos temas de batalha — até se cansar delas. Afinal são poucas músicas para dezenas de horas de jogo.
Os Digimons também gritam o nome do golpe ao executá-los, o que é legal de primeira vista mas logo fica cansativo também.
O gráfico do jogo e das dungeons é bem ruim, o design das dungeons é pouco inspirador e tem fundo preto nas batalhas. Também é comum vários andares com o mesmo modelo se repetirem em dungeons diferentes.
Já o modelo dos Digimons é hit or miss. O jogo reutiliza muitos dos modelos dos Digimons de Digimon World. Enquanto muitos dos Digimons parecem super deformados, outros nem tanto. Exemplos são o Angemon e o MagnaAngemon, honestamente são modelos feios. Em contrapartida, o Garudamon tem um dos modelos mais lindos do jogo. E essa discrepância entre modelos bonitos e feios está presente no jogo todo.
Algumas das suas ideias foram boas, a execução foi péssima. A luta 3x3, a ideia das equipes de Tamers, o level cap e a customização das técnicas dos Digimons. Muitos desses pontos foram carregados pra Digimon World 3 e, subsequentemente, Digimon Story. O jogo deixou seu legado, apesar desse horror.
Como experiência individual, é difícil alguém jogar esse jogo além dos fãs mais obcecados de Digimon. Ainda assim, ele é um jogo de que tenho boas memórias (e com certeza memórias piores ainda). Tem um lugar no coração — igual gordura trans.



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