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| Geralt do joinha aparecendo aqui também |
Na minha maratona para conhecer a franquia The Witcher, fui jogando um a um, começando lá em 2020 com The Witcher Enhanced Edition Director’s Cut. O intuito era conhecer melhor a história e os personagens até, finalmente, chegar ao terceiro título. Mas foi apenas no ano passado que tive minha última experiência com a franquia e, talvez, minha melhor lembrança: a famosa platina de The Witcher 3.
Gosto de platinar jogos. Por mais que existam frustrações no caminho, a parte legal é sentir que você aproveitou tudo o que o jogo oferece, completando aquele checklist de troféus. Nem sempre é assim, mas foi com TW3. Para terminar a jornada, deixei para zerar na dificuldade Marcha da Morte como um dos meus últimos objetivos.
Sabe, a diferença entre o modo normal e a Marcha da Morte é que o Geralt vira um “canhão de vidro” na dificuldade mais alta. Não existe meio-termo: se for atingido duas vezes, você morre. Se for um inimigo mais parrudo, como um Elemental, é um golpe só. Isso sem falar nos desafios em grupo, como os lobos, ou nos arqueiros que te derrubam de longe enquanto você foca nos soldados. Se piscar, já era. É uma dificuldade que traduz bem o perigo real de ser um bruxo, embora pareça um tanto injusta para o jogador às vezes.
Então pensei: como jogar sofrendo o mínimo possível e sem me frustrar?
Em uma dificuldade tão mortal, o sinal Quen vira o metagame. É o escudo do Geralt. Por lei, se você quer uma chance a mais de sobrevivência, deve conjurar o Quen antes mesmo de entrar na porrada. Com ele, você não morre em um golpe. Mas e o dano? No mano a mano, um descuido quebra o escudo e a luta desanda. Então, em vez de ser o Geralt da espada, decidi apostar tudo no Geralt dos Sinais.
Buildei o personagem para usar o Aard como um canhão de knockback e força. Para conter o avanço dos inimigos, foquei no Yrden. Elementais, espectros e humanos sofriam na minha armadilha terrestre. Para completar, consegui o Traje Esquecido da Escola do Lobo (do novo update, similar à armadura do Henry Cavill na Netflix). Não foi pelo visual, mas pelos bônus aos sinais Aard e Yrden. Com esse traje do Lobo Esquecido, um Aard conjurado dentro do sinal Yrden ficava ainda mais forte. Um baita combo. Era o crowd control completo.
Geralt estava sinistro. Com a adrenalina no máximo, o Aard destruía tudo com poucos hits e em alguns casos até os congelava, e o Yrden diminuia o movimento do resto e ainda causava dano. Achei que terminaria o jogo sem suar.
Até chegar esse cara:
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| Caranthir está dizendo que vai comer O TEU Sucrilhos e nada o vai impedir |
Caranthir é uma víbora. Além de invocar Elementais para te perseguir, ele fica à distância disparando magias. Para piorar, ele se teleporta constantemente. Eu não conseguia atingi-lo por tempo suficiente para subir minha adrenalina. Minha espada dava pouco dano, ele não parava no Yrden e o Aard era inútil. Era tanto projétil vindo na minha direção que eu mal conseguia ir para a ofensiva. Se eu tomava um hit e tentava me organizar, o Elemental me pegava.
Morri tanto que comecei a ficar puto. Foi o boss mais difícil que já enfrentei; de repente, essa platina pareceu mais difícil que a de Yakuza 0. Caranthir foi o calcanhar de Aquiles do meu estilo de jogo. O meu anti-meta. Passei mais tempo rolando do que atacando. Achei que não ia dar.
Então... ele bugou
Simplesmente do nada, de tanto se teleportar, ele travou em um canto da tela. Ficou congelado. Não se movia mais. Então, eu apenas passei a peixeira nele. Foi totalmente anticlimático; não houve um momento épico. Eu só bati em um homem congelado por um código amaldiçoado. E assim, meu nemesis conheceu o espadão.
E o Eredin? Não foi metade do Caranthir. O Aard funcionava nele perfeitamente. É irônico que o Rei da Caçada Selvagem, que congelava tudo por onde passava, tenha caído por algumas rajadas de vento e gelo. Assim terminou minha aventura em The Witcher 3, há pouco mais de um ano.
Então, fiquei com alguns pensamentos:
The Witcher 3, apesar de todos os elogios, continua com bugs inexplicáveis mesmo após dez anos. Isso reflete muito o que vimos no lançamento de Cyberpunk 2077.
Até personagens fortes como Geralt precisam de um pouco de sorte às vezes.
E, por fim, sempre há algo que pode nos tirar do pedestal, seja em um jogo ou na vida.



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